Addicted

24 11 2009

Tinha medo disso…

É um caminho sem volta

Uma droga que já estou viciado

Cada dia meu coração pede mais

O meu maior medo é não ter mais isso amanhã

Só quero mais…

Me dá uma insegurança por não saber o dia de amanhã

Eu quero mais….

Mas não sei se vão achar algo mais interessante do que eu

me deixar, me largar

 

Como se fosse mais um, só mais um, dentre muitos

Que um dia será apenas uma vaga lembrança

Até que finalmente acabará no eterno esquecimento





S2

12 11 2009

Eu vi aquele sorriso

E me cativou

Cai na armadilha da vida que eu disse que não cairia

Mas cai

Viciei-me por aquele perfume doce

Por aquela voz rouca e linda

Por aquele jeito meigo

 

 

Me apaixonei





Abraço

25 09 2009

Mas que vontade de te abraçar

De sentir o seu perfume

Cheirar o seu pescoço

E te arrepiar

O cheiro doce do teu corpo

Me desperta um desejo

E em meus braços que nos enlaça

Nossos cheiros são misturados

O calor dos nossos corpos unidos

E nossos sentimentos pra sempre selados





Fim de tarde

25 08 2009

Lembro-me daquele fim de tarde preguiçoso ensolarado e abafado. A preguiça tomava conta da paisagem e se misturava com aquela brisa morna que soprava do mar. A areia estava morna e o céu que esteve azul o dia todo era tomado pelo tom alaranjado. O azul e o laranja no céu disputavam para tingir a paisagem, mas o que reinava naquela tarde era o maravilhoso pôr-do-sol. Estava sentado na areia sobre uma toalha ainda úmida com água do mar. Minha atenção era dividida entre aquela bela paisagem digna de ser eternizada com distantes gritos finos e gostosos de crianças que se divertiam nas águas calmas daquele mar quase sem ondas. Pus-me a admirar aquele momento.

Aquele sol que se despedia ainda estava quente. E aquele mar calmo, me convidou para apreciá-lo. Levantei-me e mergulhei na beirada de sua imensidão. Logo, senti aquela água morna refrescar o meu corpo, como se fosse um agradecimento por ter aceitado o seu convite. Meus pés sentiam aquela areia fofa e gelada. E meu corpo se sentia acolhido por aquela água morna e preguiçosa. Impulsionei o meu corpo para trás e pu-me a boiar de costas, olhando aquele céu que se tornava cada vez  mais laranja. Meus ouvidos foram tomados pela água e agora o que eu podia ouvir era apenas minha respiração e o barulho do mar. Endireitei meu corpo na direção em que o sol se despedia e fechei os meus olhos. Não pensei em nada naquele momento. Só queria sentir aquele momento. Confesso que senti a energia  daquele sol abençoando o meu corpo repousado sobre aquele mar imenso e calmo. Senti-me conectado a isso e nada mais. Foi um momento em que pude, talvez por um segundo, me encontrar sem querer ou perceber. Nada poderia me satisfazer mais do que aquele momento. Nem mais e nem menos poderia ser tirado. Aquilo foi pleno e inesquecível.





Liberdade

13 08 2009

Ultimamente tenho pensado em liberdade!

Liberdade para amar, liberdade para viver, liberdade para conhecer, liberdade!

Qual o preço disso? Muito caro? Barato? Não há dinheiro que pague.

Devo seguir o caminho que me leve até as chaves das algemas que me prendem e não me deixam ser livre.





So hollow….

4 08 2009

Peito Vazio


Composição: Cartola e Elton Medeiros

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai





Raros, porém incríveis

28 07 2009

Às vezes, sem querer ou premeditar me pego vivendo um momento raro, porém incrível. Não me refiro àqueles momentos de grandes reencontros, comemorações ou grandes surpresas. Não que estes nao sejam bons, mas muitas vezes lhes carecem um pouco de verdade no seu acontecimento, já que na sua maioria eles devem acontecer da forma mais correta possível. Há a necessidade de que tudo aconteça da forma mais feliz e “natural” possível. Há essa pressão!

Bom, na verdade, os momentos raros, porém incríveis que eu me refiro são àqueles que você só se dá conta de que eles estão acontecendo quando você está vivenciando eles ou somente depois que eles aconteceram. Momentos bobos ou sem valor para alguns muitos, mas que pelo menos para mim trazem por um segundo que seja um sentimento de plenitude e satisfação. Momentos estes, que quando me lembro deles, se esboça um sorriso que insiste em querer rasgar o meu rosto. Um sorriso bobo, mas sincero que simplesmente brota em meu rosto sem cobranças. Um sorriso gratuito. Um sorriso que não fica marcado na pele de minha face, mas que marcam a minha alma para sempre.

Um desses acontecimentos incríveis foi quando eu simplemente voltava para casa depois da comemoração de aniversário de um amigo e eu caminhava só em uma noite iluminada por luzes em postes de uma rua deserta, solitários sob uma garoa fina, porém densa e constante. Podia-se ouvir apenas o barulho das gotas caindo sobre o chão e sobre as folhas das árvores e o compassado som de meus passos sobre o asfalto molhado. Naquela noite, era apenas eu e o regar da chuva que caía sobre minha face e molhavam os meus cabelos. Uma chuva gelada e preguiçosa, mas gostosa. Por um instante fechei meus olhos e pude sentir mais ainda as gotas que batiam e escorriam sobre o meu rosto. Não me importava que eu estava me molhando. E quando reabri os meus olhos e olhei para o alto pude notar como aquela chuva estava forte. Pude ver, em contraste á lus do poste e a escuridão do céu, as muitas gotas que caíam juntas e preguiçosamente acima de minha cabeça.  O melhor de tudo isso foi a trilha sonora que tocava em meus fones de ouvidos, que fez desse momento digno à cena de um filme. Foi como se fosse um pacote fechado a ser vivido que pôde ser aberto por mim naquela memorável noite.





Preciso me encontrar

25 07 2009

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver…

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar…

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver…

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Soundtrack: Preciso me encontrar – Cartola





23 07 2009

É noite de lua nova. Não há luar. Poucas estrelas distinguem a escuridão do céu com o resto do breu à minha volta. Estou só. Ponho-me a enfrentar a escuridão, mas o vento gelado dessa noite de inverno rasga minha face, querendo me intimidar. Mesmo assim, hesito em caminhar pela escuridão que me recepciona por qualquer rumo que eu proponho a tomar, que ao meu lado me acompanha e que  persegue em meu encalço escondendo a trilha de passos deixados pelo caminho.

Estou só.





Aprendi

11 07 2009

Era pra eu ter aprendido antes. Não foi por falta de aviso dos bons amigos ou bons exemplos.Agora aprendi:

- a não acreditar em muita coisa no que as pessoas dizem

- a não esperar muito [ou esperar nada] das pessoas

- a ligar a tecla f#$%* para aquilo que me aborrece ou me atormenta

- a não temer o dia do amanhã

- a não remoer fatos ou acontecimentos passados

- valorizar muito o dia de hoje, pois só ele que nós temos. Isso me enconraja para enfrentar o amanhã e evita que o meu passado me assombre

- sonhar alto. É o que posso hoje. Por que me privar desse direito e sonhar pequeno?

- viver. Sem temer, pois aquele que teme não vive. Apenas o seu medo que vive às custas da vida do infeliz que teme.