Quando tudo acaba…

19 11 2011

Chegar ao fim pode significar terminar uma etapa, concluir uma fase da vida. Junto com esse término pode haver implicitamente uma vitória ou uma conquista ou uma derrota e uma grande perda.

A vitória e a conquista são apenas frutos do árduo esforço empregado durante um determinado período de tempo. Comemorar? Claro que sim! Traçar novos objetivos para alcançá-los com mais empenho é o que deve ser feito para satisfazer a inquietude que habita a alma do ser humano.

Entretanto, ao se deparar com um fim junto com uma derrota, abaixamos a cabeça e o espírito se enche de tristeza e frustração. Baixar a cabeça e refletir nos anos de batalha e empenho entristecem a alma. A frustração tem um poder devastador. Admitir o fim e a perda é talvez a coisa mais dolorosa pro espírito. Principalmente quando o fim foi colocado em cheque por atitudes anteriormente realizadas, que foram totalmente imaturas e inconsequentes.

Aprendi que as coisas na vida são caras. Talvez a coisa mais cara na vida seja o perdão. Isso porque o seu preço é tão caro que jamais o seu valor pode ser comprado ou mensurado.

 





Paixão

8 07 2011
“Sinto falta de me apaixonar de um jeito intenso e inocente… de um jeito adolescente… de um jeito impossível de re-acontecer….” [por Ítalo Rogério]

Viver é se apaixonar constantemente pela vida e pelos prazeres, sentimentos e gostos que ela nos proporciona. Aquele que vive (no sentido mais pleno) é aquele sempre tão apaixonado pelo que faz, pelo que tem, pelos seus sonhos, pelos seus prazeres, pelos que estão a sua volta e por ele mesmo. Se apaixonar simplesmente é viver. Viver intensamente.

A vida é resultado do sopro divino de paixão. Ao mesmo tempo tão forte e tão delicada. Recheada de abiguidade e contradições. Tão árdua  e prazerosa. Sem sentido mas na eterna procura de signicados. Viver é se deixar levar pela paixão, sem se prender a qualquer moralismo. O moralismo é o maior inimigo da paixão. A razão é também antagônica à paixão. Ou seja, é contra a vida!

Aquele que se apaixona pela vida é o louco, sem razão. É o que está no manicômio do manicômio! O eterno apaixonado é pisoteado pela sociedade, pela religião, que em nome do amor, assassina muitos apaixonados…

A imposição de uma mentalidade puramente racional sobre cada um de nós faz crescer dentros dos nossos espíritos uma fobia à paixão. A cada dia se cresce a imposição do medo de se apaixonar. Cresce o medo de viver. O apaixonado é tão marginalizado na sociedade por cometer o crime de seguir atrás dos próprios sonhos. E impedido de se apaixonar, o ser indigna-se. Revolta-se. Aí, a loucura da paixão reprimida se manifesta em ódio, em desrespeito e em intolerâcia. Em outros, essa paixão eternamente coibida nas entranhas mais profundas do seu espírito transforma-se em tristeza e em vazio…  Assim, anula-se e apaga-se a razão de sua própria existência, se condenando assim a vagar eternamente na vastidão do universo sem propósito algum…

Assim, observa-se uma multidão de andarilhos errantes vagando, sem paixão, sem sonhos e sem vida.





VINTE (&2)

23 06 2011

Há dois anos, eu escrevi um post sobre as minhas duas décadas de existência. Quem ver a cronologia deste blog, verá que há um grande intervalo de quase dois anos sem posts. Isso não é verdade, pois eu deletei os posts deste período. Motivo: não condiziam com o que o blog propõe… Simples, apagado tudo o que não interessava.

Bom, a respeito deste post, faz dez dias que eu completei 22 anos.Confesso que não fiquei muito feliz com os dígitos aumentando, mas também não fiquei apavorado como ficara há dois anos. Em dois anos cresci muito. Em dois anos pude definir e muito os meus planos de vida. Em dois anos amadureci por um lado. Em dois anos, fiquei estagnado em outros aspectos e que preciso urgentemente mudar.

Sei que as mudanças só dependem de mim. Mas não sei como mudar. Isso é a coisa mais foda pra existência de qualquer ser humano: se aventurar nas entranhas da própria mente para promover o auto-conhecimento. Às vezes parece que a mente comanda a gente. Lutar contra ela é difícil. Acessar as informações do nosso disco rígido com informações criptografadas é a tarefa mais difícil para qualquer indivíduo – se não impossível.

A mente humana é a caixa preta que está em nossas cabeças. Coleta informações o tempo todo e nos manda informações o tempo todo. Entretanto, as nossas percepções nos limitam na compreensão disso tudo. Cabe a cada um o desafio de dominar a sua mente antes que ela te domine. Os dominados são os loucos -  ou melhor – os que se chamam de loucos, devido a sua excentricidade e falta de adequação ao senso comum imposto pela sociedade.

Cabe a cada um dominar a mente de forma que se tenha o controle em prol do próprio bem. E para isso deve-se descobrir o caminho inverso que a mente se manifesta superficialmente (à flor da pele e ao mundo) para acessar a mente e seus segredos.

Estou eu na minha existência na procura desse caminho para que eu tenha o controle da minha vida, do meu corpo e do meu espírito, que atualmente não está na mais perfeita harmonia. Fato-justificativa: gastrite nervosa (e bem raivosa com o meu estômago, puramente alimentada pela minha mente desequilibrada), sinusite (com aquela dor de cabeça insuportável), falta de concentração e falta de motivação.

Preciso encontrar um ponto de equilíbrio na minha vida… Preciso me encontrar





Fim de tarde

25 08 2009

Lembro-me daquele fim de tarde preguiçoso ensolarado e abafado. A preguiça tomava conta da paisagem e se misturava com aquela brisa morna que soprava do mar. A areia estava morna e o céu que esteve azul o dia todo era tomado pelo tom alaranjado. O azul e o laranja no céu disputavam para tingir a paisagem, mas o que reinava naquela tarde era o maravilhoso pôr-do-sol. Estava sentado na areia sobre uma toalha ainda úmida com água do mar. Minha atenção era dividida entre aquela bela paisagem digna de ser eternizada com distantes gritos finos e gostosos de crianças que se divertiam nas águas calmas daquele mar quase sem ondas. Pus-me a admirar aquele momento.

Aquele sol que se despedia ainda estava quente. E aquele mar calmo, me convidou para apreciá-lo. Levantei-me e mergulhei na beirada de sua imensidão. Logo, senti aquela água morna refrescar o meu corpo, como se fosse um agradecimento por ter aceitado o seu convite. Meus pés sentiam aquela areia fofa e gelada. E meu corpo se sentia acolhido por aquela água morna e preguiçosa. Impulsionei o meu corpo para trás e pu-me a boiar de costas, olhando aquele céu que se tornava cada vez  mais laranja. Meus ouvidos foram tomados pela água e agora o que eu podia ouvir era apenas minha respiração e o barulho do mar. Endireitei meu corpo na direção em que o sol se despedia e fechei os meus olhos. Não pensei em nada naquele momento. Só queria sentir aquele momento. Confesso que senti a energia  daquele sol abençoando o meu corpo repousado sobre aquele mar imenso e calmo. Senti-me conectado a isso e nada mais. Foi um momento em que pude, talvez por um segundo, me encontrar sem querer ou perceber. Nada poderia me satisfazer mais do que aquele momento. Nem mais e nem menos poderia ser tirado. Aquilo foi pleno e inesquecível.





Liberdade

13 08 2009

Ultimamente tenho pensado em liberdade!

Liberdade para amar, liberdade para viver, liberdade para conhecer, liberdade!

Qual o preço disso? Muito caro? Barato? Não há dinheiro que pague.

Devo seguir o caminho que me leve até as chaves das algemas que me prendem e não me deixam ser livre.





So hollow….

4 08 2009

Peito Vazio


Composição: Cartola e Elton Medeiros

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai





Raros, porém incríveis

28 07 2009

Às vezes, sem querer ou premeditar me pego vivendo um momento raro, porém incrível. Não me refiro àqueles momentos de grandes reencontros, comemorações ou grandes surpresas. Não que estes nao sejam bons, mas muitas vezes lhes carecem um pouco de verdade no seu acontecimento, já que na sua maioria eles devem acontecer da forma mais correta possível. Há a necessidade de que tudo aconteça da forma mais feliz e “natural” possível. Há essa pressão!

Bom, na verdade, os momentos raros, porém incríveis que eu me refiro são àqueles que você só se dá conta de que eles estão acontecendo quando você está vivenciando eles ou somente depois que eles aconteceram. Momentos bobos ou sem valor para alguns muitos, mas que pelo menos para mim trazem por um segundo que seja um sentimento de plenitude e satisfação. Momentos estes, que quando me lembro deles, se esboça um sorriso que insiste em querer rasgar o meu rosto. Um sorriso bobo, mas sincero que simplesmente brota em meu rosto sem cobranças. Um sorriso gratuito. Um sorriso que não fica marcado na pele de minha face, mas que marcam a minha alma para sempre.

Um desses acontecimentos incríveis foi quando eu simplemente voltava para casa depois da comemoração de aniversário de um amigo e eu caminhava só em uma noite iluminada por luzes em postes de uma rua deserta, solitários sob uma garoa fina, porém densa e constante. Podia-se ouvir apenas o barulho das gotas caindo sobre o chão e sobre as folhas das árvores e o compassado som de meus passos sobre o asfalto molhado. Naquela noite, era apenas eu e o regar da chuva que caía sobre minha face e molhavam os meus cabelos. Uma chuva gelada e preguiçosa, mas gostosa. Por um instante fechei meus olhos e pude sentir mais ainda as gotas que batiam e escorriam sobre o meu rosto. Não me importava que eu estava me molhando. E quando reabri os meus olhos e olhei para o alto pude notar como aquela chuva estava forte. Pude ver, em contraste á lus do poste e a escuridão do céu, as muitas gotas que caíam juntas e preguiçosamente acima de minha cabeça.  O melhor de tudo isso foi a trilha sonora que tocava em meus fones de ouvidos, que fez desse momento digno à cena de um filme. Foi como se fosse um pacote fechado a ser vivido que pôde ser aberto por mim naquela memorável noite.





Preciso me encontrar

25 07 2009

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver…

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar…

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver…

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar…

Soundtrack: Preciso me encontrar – Cartola





23 07 2009

É noite de lua nova. Não há luar. Poucas estrelas distinguem a escuridão do céu com o resto do breu à minha volta. Estou só. Ponho-me a enfrentar a escuridão, mas o vento gelado dessa noite de inverno rasga minha face, querendo me intimidar. Mesmo assim, hesito em caminhar pela escuridão que me recepciona por qualquer rumo que eu proponho a tomar, que ao meu lado me acompanha e que  persegue em meu encalço escondendo a trilha de passos deixados pelo caminho.

Estou só.





Aprendi

11 07 2009

Era pra eu ter aprendido antes. Não foi por falta de aviso dos bons amigos ou bons exemplos.Agora aprendi:

- a não acreditar em muita coisa no que as pessoas dizem

- a não esperar muito [ou esperar nada] das pessoas

- a ligar a tecla f#$%* para aquilo que me aborrece ou me atormenta

- a não temer o dia do amanhã

- a não remoer fatos ou acontecimentos passados

- valorizar muito o dia de hoje, pois só ele que nós temos. Isso me enconraja para enfrentar o amanhã e evita que o meu passado me assombre

- sonhar alto. É o que posso hoje. Por que me privar desse direito e sonhar pequeno?

- viver. Sem temer, pois aquele que teme não vive. Apenas o seu medo que vive às custas da vida do infeliz que teme.








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